horizonte  é um local na rede, aonde se explora o antigo e nobre tema da paisagem na arte, especialmente na pintura ou desenho.

 

A paisagem na arte é vista aqui, de vários ângulos, desde princípios básicos, técnicas, variações a exemplos.

 

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princípios básicos

Para a execução de uma paisagem numa pintura ou desenho, várias considerações devem ser abordadas, como: a composição, o efeito da distância, o esboço, as técnicas de pintura ou desenho, etc.

 

 

 

a composição

A composição na paisagem irá determinar a dinâmica presente na imagem.

 

Como exemplo disso, temos em baixo, três variações de um simples esboço de uma paisagem. No primeiro, o principal elemento, uma árvore, é cortada pelo limite do campo visual. Assim, a dinâmica envolvente da árvore é quebrada, originando uma certa tensão; para além de criar um certo mistério, sempre presente quando o artista deixa parte de uma imagem ausente.

 

 

No segundo esboço, o principal elemento, uma árvore, é cortada pelo limite do campo visual, mas agora no limite da própria árvore. O resultado é um outro tipo de tensão. A dinâmica envolvente da árvore é quebrada, mas quase que não é, resultando numa ambiguidade. O mistério é menor em relação ao primeiro esboço. A tensão é mais nervosa.

 

 

No terceiro esboço, o principal elemento, uma árvore, não é cortada pelo limite do campo visual. O resultado é o equilíbrio, a estabelidade. A dinâmica envolvente da árvore não é quebrada, mas por outro lado, não há tensão.

 

 

 

 

 

 

 

tipos de paisagens

Dando liberdade à imaginação, é possível desenvolver muitos e exóticos tipos de paisagem. Mas antes, temos os mais tradicionais, como por exemplo: paisagem marítima, paisagem urbana, ou simplesmente paisagem campestre.

 

 

 

paisagem campestre

A forma mais tradicional da paisagem na arte bidimensional, a paisagem campestre tem os seus próprios elementos básicos: uma vista alargada da natureza campestre, o céu, um cuidado com a composição, uma certa espiritualidade com a natureza, entre outros. As figuras, se presente, são normalmente elementos secundários.

 

As Papoilas1

de Claude Monet

óleo sobre tela, 50x65 cm

 

neve e paisagem

de António de Campos

acrílico sobre tela, 30x30 cm

 

Para mais sobre paisagens campestres ver:

 

 

 

 

paisagem marítima

Uma outra forma tradicional da paisagem na arte bidimensional, a paisagem marítima troca a terra pelo mar. Fora disso, mantém muitos dos elementos básicos presentes na paisagem campestre. A presença de navios é muito comum.

 

O Temeraire Lutador2

de J. M. W. Turner

óleo sobre tela, 91x122 cm

 

vela

de António de Campos

esferográfica, 10x10 cm

 

 

 

 

paisagem celeste

Entrando numa forma menos tradicional da paisagem na arte bidimensional, a paisagem celeste abdica de qualquer referência de terra. Os elementos básicos presentes já são muito manipulados pelo artista, em comparação com tipos mais tradicionais da paisagem. A presença do céu é fundamental.

 

pôr-do-sol

de António de Campos

acrílico sobre tela, 30x30 cm

 

Para mais sobre paisagens celestes ver:

 

 

 

 

paisagem abstrata

Uma forma nada tradicional da paisagem na arte bidimensional, a paisagem abstrata pode abdicar de qualquer referência aos elementos básicos presentes nos tipos mais tradicionais da paisagem. No entanto, para ser considerada ainda uma paisagem, a paisagem abstrata deve dar qualquer referência, que justifica a sua inclusão no mundo da paisagem.

 

estrutura de um canal

de António de Campos

acrílico sobre tela, 40x40 cm

 

 

 

NOTAS

1.  Imagem obtida em 10 de dezembro de 2013, no sítio http://en.wikipedia.org/wiki/Monet.

2.  Imagem obtida em 10 de dezembro de 2013, no sítio http://en.wikipedia.org/wiki/File:Turner.