tradmania  é um local na rede, aonde se explora a tradução

na poesia. Traduzir poesia implica não só o domínio fundamental de

duas línguas (as línguas em questão numa tradução), mas também a

capacidade e sensibilidade poética, capaz de não trair a criação

artística do poema original.

 

Neste espaço virtual, será possível encontrar traduções de e para

várias línguas, com a língua portuguesa como o outro polo.

 

Livros, poemas, desenhos, informações, animações são algumas das

facetas da tradução na poesia aqui apresentadas.

 

Participações, comentários ou pedidos de tradução são bem-vindos.

Basta entrar em contacto através da seguinte morada eletrónica:

adc.eu@sapo.pt.

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AMOR

 

 
 

 

 

Text Box: Quando Tu fores Velha
poema de W. B. Yeats
do livro «The Rose»
tradução de António de Campos


Quando tu fores velha e grisalha e cheia de sonos,
E dormitando perto do lume, este livro procura,
E lê-lo lentamente, e sonha com a suave ternura
Que os teus olhos tiveram, e dos seus escuros fundos;

Como tantos amaram os teus momentos de alegre elegância,
E amaram a tua beleza com amor verdadeiro ou falso,
Mas um homem só amou em ti o ardor peregrino,
E amou as tristezas da tua face em mudança;

E ao aconchegares próximo das luminosas barras,
Murmura, um pouco tristemente, como fugiu o Amor
E navega sobre as montanhas lá no esplendor
E escondeu a sua cara entre uma multidão de estrelas.



When You are Old
(poema original em inglês)


When you are old and grey and full of sleep,
And nodding by the fire, take down this book,
And slowly read, and dream of the soft look
Your eyes had once, and of their shadows deep;

How many loved your moments of glad grace,
And loved your beauty with love false or true,
But one man loved the pilgrim soul in you,
And loved the sorrows of your changing face;

And bending down beside the glowing bars,
Murmur, a little sadly, how Love fled
And paced upon the mountains overhead
And hid his face amid a crowd of stars.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Text Box: tuu
poema de António de Campos
do livro «Amut»
tradução de António de Campos


eu amo-te disse enquanto as nuvens ex
plo         di am
	em frente
tontas espantadas lentos
cunhais em movimento arrastando fogos tanto
	luminosos como ásperos
respirando situações perspiradas enquanto
a lua reclama         ama rel
	esfarrapadas   melo diias

 

u
(poema original em inglês)


	i love you said i as the clouds b
	urs       t ed
	forth
	dazzled mazed slow
	moving cornerstones dragging fires both
	luminous and coarse
	breathing situations perspired as
	the moon beckons        ye lo
	raggety  melo dees
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SOLIDÃO

 

 
 

 

 

Text Box: O Caminho Não Escolhido
poema de Robert Frost
do livro «Mountain Interval»
tradução de António de Campos


Dois caminhos divergem num bosque amarelado,
E pena tenho não poder os dois percorrer
E ser um viajante, fiquei muito tempo virado
E para baixo até ao ponto de ver mirado
Aonde por baixo de arbustos um desaparecer;

Depois escolhi o outro, para ser justo,
E tendo talvez a melhor justificação,
Porque mais verde era e pedia uso;
Lá por isso, perante a utilização
De igual os dois teve o mesmo gasto,

E aquela manhã de igual os dois
Que nenhum passo o denegriu com folhas
Oh, guardei o primeiro para caminhar depois!
Mas sabendo como via leva a outra via, pois,
Duvidei voltar alguma vez atrás.

Deverei contar isto com desalento meu
Em tempos e tempos num futuro de vez:
Dois caminhos divergem num bosque, e eu—
Escolhi o menos viajado que me pareceu,
E isso a diferença toda fez.



The Road Not Taken
(poema original em inglês)


Two roads diverge in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that, the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step has trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Text Box: partir
poema de António de Campos
tradução de António de Campos


como um espelho fui
partido



frangere
(poema original em latim)


quomodo speculum fractus
sum
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MUNDO

 

 
 

 

 

Text Box: Morte Não Sejas Orgulhosa
poema de John Donne
tradução de António de Campos


Morte não sejas orgulhosa, embora alguns te terão chamado 
Poderosa e assustadora, porque, tu não és assim,
Porque, aqueles, que tu julgas, teres dado fim,
Morreram não, pobre morte, nem podes ainda acabar o meu fado.
De reposo e descanso, que apenas tens perfumado,
Muito prazer, então de ti, muito mais derramará enfim,
E em breve os nossos melhores homens contigo terão o seu fim,
O resto dos seus ossos, e almas enviado.
Tu és escrava  ao Destino, Sorte, reis, e homens desesperados,
E com veneno, guerra, e doença conviver,
E flores, ou charmes nos podem também adormecer,
E melhor será o teu toque; ou gestos animados?
Um pequeno sono acabado, eternidade acordado,
E morte não será mais; morte, tu morrerás.



Death Be Not Proud
(poema original em inglês)


Death be not proud, though some have called thee
Mighty and dreadfull, for, thou art not soe,
For, those, whom thou think’st, thou dost overthrow,
Die not, poore death, nor yet canst thou kill mee.
From rest and sleepe, which but thy pictures bee,
Much pleasure, then from thee, much more must flow,
And soonest our best men with thee doe goe,
Rest of their bones, and soules deliverie.
Thou art slave to Fate, Chance, kings, and desperate men,
And dost with poyson, warre, and sicknesse dwell,
And poppie, or charmes can make us sleepe as well,
And better then thy stroake; why swell’st thou then?
One short sleepe past, wee wake eternally,
And death shall be no more; death, thou shalt die.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Text Box: paisagem sem cores
poema de António de Campos
tradução de António de Campos


hoje
o frio é doce para os meus olhos
e quase aquece a (alma)
não há vento para gelar o corpo—
respiro a paz... neste horizonte branco

amanhã será diferente
a lama reinará
mas
hoje o frio é meigo
meu amigo e
conforto



paisaige sin quelores
(poema original em mirandês)


hoije
l friaige yê doce para ls mius uolhos
i quaije calce l’(alma)
nun há biento para gilar l cuorpo—
resfolgo la paç... neste hourizonte albo

manhana será defrente
la lhama reinará
mas
hoije l friaige yê carinoso
miu amio i
cuonfuorto